Ouvidos pela coluna do jornalista Ricardo Feltrin, do UOL, dois analistas trouxeram números que atestam o crescimento da Netflix - app com maior tempo de uso nos smartphones brasileiros e presente nos planos pós pagos da TIM - e como ela já incomoda as TVs aberta e fechada. O resultado a gigante norte-americana de streaming fatura hoje praticamente a metade da Globo, principal canal de TV do país.

Vale destacar, antes de tudo, que a empresa não divulga todos os dados de assinantes e os profissionais ouvidos pela coluna se basearam em outras métricas para chegar ao resultado. Então, a análise pode estar subestimada em alguns pontos, mas serve para balizar o tamanho que a Netflix ocupa no mercado nacional.

De acordo com dados da empresa norte-americana de medição de tráfego na Internet Comscore, a Netflix teve, em abril, 50,05 milhões de visitantes únicos. Na prática, são mais de 50 milhões de acessos de aparelhos ou IPs diferentes.

Analisando os dados da forma mais conservadora possível, os especialistas atribuíram os distribuíram o total de visitantes como usuários de assinaturas premium, que dá direito a quatro telas. Claro que esse número é subestimado, já que nem todos utilizam o mesmo plano e não é regra que usuários Premium utilizem as quatro telas que têm direito. 

Por isso, a análise mostra o mínimo possível.
Considerando esse fator, ao dividir por quatro telas a quantidade de visitantes únicos, temos uma estimativa de 12,5 milhões de assinaturas. Esse número supera com folga a base de clientes das maiores operadoras de TV paga do país e é quase a soma da primeira e segunda colocadas nesse ranking: a Net Claro possui 8,3 milhões de assinantes e a Sky tem 5,12 milhões.
Se imaginarmos que esses 12,5 milhões de clientes pagam R$ 30 mensais, o faturamento mensal chega a 375 milhões e, ao ano, o valor chega a R$ 4,5 bilhões. Isso significa praticamente a metade da Globo, com seus 10,06 bilhões.

Vale destacar o crescimento praticamente exponencial da gigante de streaming. Em dezembro, a coluna do UOL há havia mostrado que a companhia tinha números gigantes. Na época, eram 8 milhões de assinantes - cresceu 50% em seis meses, considerando os dados do levantamento como corretos - e faturamento de 1,4 bilhão por ano - número três vezes menor que o atual.